Deitada em meu leito
Veio a mim uma visão
Um aviso, um aperto no peito
No sonho a realidade e convicção

Madrugada em alto mar
Aparentemente sozinha
Num barquinho a velejar
Nem a lua por companhia

As águas enfureceram-se
Tempestades e borrascas
Cabia somente a mim encarar sem medo
Meu caminho, minha jornada

O pó é volúvel e se esvai
Um simples sopro e ele cai
Mas a alma deve ser consciente
Sendo firme e prudente

Confiança plena na vida
Porção que sustenta o coração
Amamenta a sabedoria
Mantém estendida sua mão

E ela segurei forte
Até a bonança chegar
Atravessando o vale da morte
Sem deixar minha luz apagar

Por ela sou reconhecida
Estrela perpétua do meu ser
Nas aflições é minha calmaria
Meu lume e bem querer

O mar se calou
Em minha imensidão
O vento parou
Sossegando meu coração

Por Michele Mi 
Tema sugerido por: Maria Lúcia – Martins/RN