Chega até doer no peito ver cada estado mental, doença crônica que corrói a alma, os afastando do divinal. Consciência em penumbra, casa fria e sem amor, no profundo uma farsa oculta, onde mora o rancor. A raiz de todo mal habita no âmago, no imo, ser provisório e mortal querendo sucumbir seu imo. Pensamentos que perturbam e corrompem o raciocínio, te jogam para longe do cais, deixando os olhares felinos.

Por fora tentam sorrir, como se estivesse tudo em paz, mas no interno o instinto animal ruge e o lume não se compraz. A casa deve ser preparada, com muito zelo e esmero, a ardilosa deve ser morta no profundo de cada interno. Ela não quer ver saltar feliz, o filho no ventre da madre, sua capacidade é muito grande em cometer atrocidades. A consciência deve sempre alimentar, o filho da vida em si, entender a hermenêutica de amar e a luz no seu espelho refletir.

Não deixe que os gigantes do passado subam em sua terra “coração”, deixando o raciocínio atrofiado, tirando-lhe todo o poder de ação. Dentro de todos há uma escada, que nos leva ao topo do céu, basta confinar em tua morada até rasgar por inteiro o véu. Andar firme a cada passo, com leveza no coração, intenção pura, serenidade, virtude da percepção. Nosso lume é quem ilumina o caminho de cada inverso, para limparmos toda vereda e abrilhantar nosso universo.

Por Michele Mi