O mais profundo de meu âmago, o meu próprio universo, metamorfose entre as cores, mudança do meu interno. Antes um tom fúnebre, representando a morte, então mudei o meu rumo, não podia contar com a sorte. A imensidão é profunda, um infinito particular, mas adentrei-me entre as penumbras, para limpar o meu lar, mudar o meu estado e ver o meu dia raiar. Quantas coisas ocultas, que antes desconhecia, dons, ligações e canções e a fonte da sabedoria. Um tesouro que brilhava por trás do meu universo azul anil, estrela perpétua que já me guiava no topo do meu alcantil. Uma luz radiante que conduz os meus passos, ilumina-me a todo instante, purifica-me e rompe laços. Presença forte que reverbera, transpassa os sentimentos, afaga os corações cansados que vagueiam por esta Terra. Chega com a paz de mansinho, confortando as almas aflitas, quebra correntes, trás alegria junto a carta de alforria. Meu universo azul anil, minha alma e sua essência, encontrei-me com a vida, razão da minha existência.

Por Michele Mi 
Tema: Patricia Campos – Santa Fé/PR