A avareza é o apego sórdido ao dinheiro, é o amor excessivo as próprias posses, é a usura, a mesquinhes, a miséria ao extremo. O avarento prefere passar fome a que gastar o seu dinheiro. Ele sente muito mais prazer no dinheiro a que qualquer coisa que lhe possa trazer conforto para a sua carne. O amor ao dinheiro é considerado uma doença da alma, porque o dinheiro em si mesmo não vale nada, se não gasto.

O dinheiro não é considerado um objeto de valor, mas sim um meio de troca, só quando ele é trocado por algum bem passa a ter valor, mas dinheiro parado não vale nada. O avarento faz do dinheiro um objeto de adoração, como Jesus o comparou a Deus dizendo: ninguém pode servir a dois senhores, pois ou há de servir a um e desprezar o outro, ou há de amar um e aborrecer o outro. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro.

Uma pessoa pode ser extremamente rica e não ter amor ao dinheiro, outra pessoa pode ser extremamente pobre e ser uma avarenta. O dinheiro nas mãos do avarento não vale nada, pois ele passa a não ter poder de compra, pois o avarento não compra nada porque ele prefere o dinheiro guardado. Eu não quero dizer com isto, para jogar dinheiro fora, mas para usar o dinheiro para o bem do corpo.

Exemplos de avareza: eu conheço um senhor que tem mais de cem casas de alto padrão alugada, e ainda está construindo mais casas. Mas ele andava na rua como um mendigo, procurando pregos velhos em obras para usar nas suas, só para não ter que comprar pregos. Conheci outro homem que era um médico, e ele era extremamente rico, e tinha oitenta e seis anos de idade, mas toda semana ele enfrentava a fila da casa lotérica para jogar, com esperança de ganhar e juntar mais dinheiro ainda.

Só uma pessoa avarenta que tem amor sórdido ao dinheiro, e isto é um desvio de conduta, considerado pela psicanálise como uma doença da alma, pois não é normal amar o dinheiro, pode até gostar das coisas que ele compra, mas não amar o dinheiro em si, tirando-lhe o poder de compras. Só uma mente doente dá mais valor ao dinheiro do que as coisas.