A soberba é o orgulho em alto grau de si mesmo, é a arrogância, a presunção, o sentimento desdenhoso de superioridade para com o próximo. A soberba é a perdição de muitas consciências. É o ato de vangloriar-se, de contar vantagem, de ter um ato conceito de si mesmo. É lógico que todos têm um bom conceito de si mesmos, mas assim como a vaidade é o excesso de cuidar do próprio corpo, a soberba também é o excesso de orgulho, e todo excesso é um desvio de conduta, e se é um desvio de conduta, é uma doença da alma.

É considerado doença da alma tudo aquilo que excede ao trivial, do que é comum a todos diante do Criador. Diante de Deus todos nós somos iguais, e não tem ninguém mais igual que outro, mas todos somos exatamente iguais. Temos o mesmo valor, a mesma capacidade, as mesmas funções, o mesmo objetivo e ninguém leva vantagem em nada sobre outro. Não é porque eu sei o propósito da vida, que eu levo vantagem sobre quem não sabe. A característica de uma pessoa soberba é julgar superioridade por saber alguma coisa que o outro não sabe, por isso eles se confortam em dizer: eu sou formado numa faculdade, o meu filho é isso e aquilo e querem ser chamados por algum título honorífico.

Jesus destacou estes dizendo: não queira ser chamado de mestres, porque um só é o vosso mestre, que é o Cristo, e todos vós sois irmãos. Nós não podemos falar de Deus com soberba, mas com humildade, como servos de Deus, como Jesus que disse: eu não vim a este mundo para ser servido, mas vim para servir. As nossas palavras devem ser sábias, suave aos corações, devem confortar as almas, e não ter entonação de superioridade, mas sim de igualdade. Todos devem se sentir filhos de Deus, e um não é mais que o outro. As nossas palavras devem ter temperança, pois somos o sal da Terra, devem ter clareza, pois somos a luz do mundo, devem ser dóceis, pois falamos do amor de Deus.

Nós estamos dentro de um propósito, e diante de Deus somos todos iguais, todos tem o mesmo valor, e cada consciência no espírito se faz uma célula viva do corpo de Deus. E é isto que devemos pregar as outras consciências, que elas não devem andar pela carne, mas sim pelo espírito de Deus, pois se andarem pela carne cairão no vazio eterno, simples assim. A decisão de andar pela carne ou pelo espírito, é de cada consciência, o espírito de Deus já está dentro de cada um de nós pela vida, basta a consciência crer nele e se entregar a ele, que já se torna um filho legítimo da vontade de Deus. Temos que observar que já conseguimos uma proeza de estarmos nesta segunda fase da vida, e agora temos que lutar juntos para estarmos na próxima etapa da vida, e de que vale a tua consciência ser arrogante, e querer ser melhor que os outros se todos cairão no vazio eterno.