A palavra vaidade vem de coisas vãs, desnecessárias, pura ostentação, orgulho, presunção. A pessoa vaidosa é fútil, exibida, vangloriosa, que gosta de mostrar o que tem aos outros, e de falar das suas qualidades próprias. São sentimentos do próprio eu, do eu posso. Como todas as doenças da alma, a vaidade também é um desvio de conduta, que foge à regra da moral e da ética. Na carne, nós somos apenas um membro da sociedade e não um fruto da imaginação de cada um. Diante o Criador Deus, somos todos iguais, e ninguém tem mais valor que o outro, o vaidoso é que se põe a frente.

A vaidade é própria da carne, e ela tira a consciência do espírito de Deus, e consequentemente da vida eterna. Mas fora de tira-la da vida eterna, jogará a consciência no vazio eterno. A vaidade é uma doença da alma, que embora a psicologia não trata desta doença, esta doença leva o indivíduo a inveja, e esta sim, mata o doente.

Tudo que é normal é saudável, mas tudo o que foge à regra, prejudica a alma. Casar é normal, mas trair foge à regra, coabitar é normal, mas a lascívia foge à regra. Comer é normal, mas a glutonaria foge à regra. Ter as coisas é normal, mas ser ambicioso foge à regra. Assim também, ser uma pessoa simples é normal, mas ter vaidade foge à regra.

O ser humano produz a consciência como um fruto natural, e pelo propósito de Deus, este fruto é para ser bom, puro, sadio, mas acontece que este mundo tem muitas coisas que contaminam a alma, e ela se torna imprópria para o proveito de Deus. E para tentar recuperar estas consciências, para que o espírito de Deus a deseje, é preciso purifica-las de todas estas doenças da alma, tarefa que eu julgo quase impossível, porque depende muito da determinação de cada consciência, mas se ela já é doente, por estas contaminações, daí se torna muito mais difícil.

A vaidade é uma das piores doenças da alma, e como todas as doenças da alma, ela se instala lá na raiz da consciência, e por mais que a pessoa negue a doença, ela está lá dentro e qualquer vacilo, ela tira a consciência da vida eterna.