Cela, cárcere, clausura, prisão, calabouço, xilindró!

Bem, já faz algum tempo que está aberta, bem escancarada a porta de minha cela. Porém, acontece que além das grades, estão as correntes! Correntes são elos, que ligados um a um dão sua forma. Durante nossa vivência o que mais adquirimos são ligações, os ditos elos oriundos das relações que estabelecemos ao nascermos, no cotidiano, os quais são sementes carnais que por nós plantados, são bem fixados e como toda planta cria raiz e ramifica, erva daninha sugando e absorvendo de nós, causando mal a terra em que se plantando tudo dá e  se não forem quebrados causarão, ou melhor, causam danos irreversíveis  para a consciência, tornando-a o próprio cárcere.

Toda porta tem uma chave e esta quando aberta traz liberdade. Para a consciência, a liberdade começa a se mostrar, quando os olhos do entendimento se abrem para o conhecimento da verdade, depara-se então com a chave que sempre esteve dentro de si e que abre todas as portas, o espírito santo de Deus. Tal conhecimento quando na prática constantemente exercido, arrebenta as cadeias, abre as correntes e transforma os elos, que já não prendem, mas libertam.

Por isso, com propriedade hoje testemunho de mim, a porta de minha cela está aberta! Porém ainda tenho correntes que me prendem, alguns elos já foram quebrados, contudo há outros. Tomo a liberdade de usar alguns versos de uma poesia que dizem: “Plantar a semente da liberdade; desatar os nós, enfrentar os medos; fazer isto a sós, em oculto, em segredo”, até que atada sob as asas do espírito, com ele voe, pois o limite é o plano dos céus!

 

Por Loir Xavier