Frase normalmente usada quando duas pessoas decidem unir-se em matrimônio. Geralmente falada após os tradicionais votos, que depois raramente são cumpridos! Usada também para expressar que algo será praticamente inseparável, aqui neste tempo.
Falar da morte causa mal estar, espanto, mas nesse dado momento, o do matrimônio, dá um aspecto de “para sempre”, um clima romântico, como no conto de Romeu e Julieta, que buscaram a morte julgando que ainda assim estariam juntos. E a imaginação flui, brota!
Mas, sabedores do propósito de Deus que somos, temos em nós a ciência de que a morte realmente é a separação, tanto a morte carnal como a morte espiritual. Por isso julgamos imprescindível buscar a vida! Sabemos que a morte carnal é um fato contundente, todos iremos passar por ela, que aqui estamos vivendo a segunda fase da vida e quando chegar o dia final, em que o espírito da vida em nós voltar a Deus que o deu, o corpo carnal no qual fomos criados para que ao crescermos, produzíssemos a consciência e manifestássemos esse espírito, tornará ao pó, do qual foi formado. Porém, o que percebo é que as consciências absurdamente acreditam que mesmo após a morte carnal estarão juntas, ainda que ao menos tenham buscado pela vida, pela continuação desta que está no espírito de Deus. Contudo o “até que a morte separe”,só não se dará se não ocorrer o dano da segunda morte, a morte espiritual, já que a morte carnal é certa e ainda assim não nos veremos mais como somos pela matéria, mas sim pelo espírito. Caso contrário, haverá morte e separação eterna!
A questão é que as consciências imaginam que o inferno será um lugar quente, mas que haverá festas, orgias, que dançarão ao redor de um grande caldeirão de prazeres infindos, os quais desfrutarão juntos, mesmo padecendo de dores. Mas a verdade é que é um estado consciente sozinho, sombrio, vazio e eterno! E o que lançará a consciência a tal estado é a ignorância, não busca e relutância da realização do propósito de Deus, é a separação daquele que seria o seu corpo, o espírito da vida, ocasionando assim a morte espiritual, a separação irremediável e eterna! Em contrapartida, Cristo o espírito da vida, oferece em todo o tempo, a vida em abundância, não esta passageira e incerta, mas a eterna, onde todos que com ele tornarem-se em um, estarão juntos numa eternidade com vida, manifestando e sendo a glória do Pai! E como disse Paulo em Romanos 8: “pois estou bem certo de que nem a morte… nada, nada, poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo!”

Por Loir Xavier