E no reino chamado mundo, são bilhões de plebeus a declarar: somos filhos do rei! Por todos os lugares declamam: somos filhos do rei! Mas o que se vê são consciências adornadas de falsas jóias que á elas dão a impressão de preciosidade, mas que não passam de quinquilharias sem valor algum, sem brilho. Escolheram as pedras foscas para adornar suas vestes e que as tornam pesadas. E mesmo com toda a sofreguidão aparente aos seus próprios olhos e que escorrem por seus rostos em lágrimas, que chegam ao paladar amargas, seguem para o destino fatídico, por acreditarem ainda assim que são filhos do rei!

Por que não se atentam para perceber que o brilho da coroa do rei é inigualável? Por que não se voltam para si a fim de perceber que se faz necessário a pureza e a beleza de vestes novas, alvas? Quando sentirão que a joia preciosa de brilho duradouro e infinito, de valor incalculável, vinda da coroa do rei para tirar-lhes da condição de plebeus e tornar-lhes filhos e herdeiros do reino eterno está lá, no imo? Precisa ser breve, pois para ser coroado, herdeiro, primeiro ter que ser filho, não do reino deste mundo, mas do Eterno!

Por Loir Xavier