Está presente no olhar, no falar, na maneira abrupta de caminhar. Causa estranheza, receio para comunicar, afinal como reagirá a um simples indagar? Não se pode calcular ou prever. Qual o próximo passo? Que atitudes suas intensas emoções provocarão? De um súbito salta da calmaria para a selvageria, o animal se mostra com força e violência. Do que será capaz?

Assim como todas as doenças da alma, provocadas pelos sentimentos exacerbados, a ira se acende rapidamente, por que a fagulha está sempre acesa. Assim como todos os sentimentos carnais que encarceram a consciência, essa fagulha deve ser apagada e transformada em cinza, varrida para fora da casa. Sabemos que é um exercício diário e constante, até que tenhamos o completo domínio e vençamos a carne, colocando-a debaixo de nossos pés!

Por Loir Xavier