Honrar é respeitar, amar, obedecer, cuidar, reverenciar, com honestidade e dignidade.
Fulgor é um brilho intenso, esplendor, luz viva ou forte, força, vivacidade.
Não honra o próprio fulgor! Frase forte que imediatamente chega até a consciência e coloca-nos a pensar. E tais pensamentos obviamente começam, analisando o externo. Enquanto ainda somos ignorantes em relação ao propósito de Deus e no que ele consiste, nos convencemos de que as nossas práticas habituais e corriqueiras, principalmente em relação à vida eterna e conseguinte para com Deus estão corretas, afinal todos estão na mesma toada.

Hoje vemos as consciências correndo rumo ao contrário, apagam o fulgor do espírito de Deus em si, aliás sequer permitem-se ver tal esplendor ou experimentar de sua força e cada dia mais afundam-se na profundidade escura que os levarão ao vazio eterno. Então, como honrar ? A palavra honra em uma de suas definições é cuidar. Partindo desta, vemos claramente que as consciências, quase que em sua totalidade, não honram nem a si próprias, pois quem em sã consciência não quer o seu próprio bem? Obviamente que todas o querem, mas sem sofrer dano algum, de graça, como diz uma velha e conhecida frase: juntando o útil ao agradável. Porém, para que a luz que emana do espírito da vida resplandeça é necessário renunciar ao mundo que encontra-se no engano, concentrado nos desejos carnais, que dominam e minam a consciência.
À partir do momento que a ignorância em nós, em relação ao propósito de Deus é quebrada, cabe então nos voltarmos ao nosso próprio interno. E então, o quanto estou honrando o fulgor do espírito de Deus em minha consciência? Mais uma vez, a palavra honra em uma de suas definições é obedecer. Obedecer parte do princípio de cumprir com as ordenanças do Senhor, ou seja, reverenciá-lo realizando o propósito para o qual fomos chamados, limpando-nos das sujeiras impregnadas para que o brilho intenso do espírito de Deus esteja e seja eternamente por nossas consciências. Sermos dignos, para que no momento em que o ouvirmos nos chamando, possamos nos mostrar e dizer: eis-me aqui senhor!

Por Loir Xavier