O óvulo é fecundado, as células se multiplicam, formam-se os órgãos, os tecidos, a pele, pronto, nasce mais um ser humano. O tempo passa e novamente começa um novo processo de desenvolvimento. Logo começa a produzir a consciência! De tudo o que rodeia, do mundo e afloram então os desejos carnais. É condicionado às crenças já existentes, passadas de geração em geração, e com isso sua trajetória já está definida. Quando vê já está velho e não buscou a razão de sua própria existência, que nunca fez parte de seus pensamentos, salvo por um lampejo de curiosidade passageiro. Sabe que tem vida porque todos os dias se sente vivo, mas não sabe de onde ela provêm. Ouviu falar do fruto proibido, mas imagina que seja qualquer outra coisa, até mesmo uma maçã, mas nunca que este, ele próprio produz. Sequer imagina que não é a carne refletida no espelho, mas a consciência que era para benefício de Deus, mas que sórdido comeu. Acabou a vida, o espírito voltou à Deus que o deu, a carne ao pó e a consciência se perdeu. Houve tempo suficiente, mas tolo não buscou, não raciocinou, não inseminou, não gestou, não nasceu. Enfim para a vida não vingou!

Por Loir Xavier