“A palavra hebraica shophar é usualmente traduzida como trombeta, assim como também é o hebraico hatsotsrah, que era uma trombeta feita de prata batida”. O uso das trombetas aparece tanto em ocasiões religiosas como militares. Seu som soava como aviso ou alerta para a guerra, bem como para ouvir a voz do Senhor. As trombetas também estão presentes nas revelações apocalípticas de João, onde as mesmas são feitas após o soar de uma destas por um anjo.
Hoje, já não se escuta o som genuíno da trombeta a conclamar os povos para ouvir e discernir o que o espírito diz.

Hoje, como desde sempre, a voz do Senhor ecoa aos quatro cantos da Terra, mas não há um sequer que se prostre em verdadeira adoração. Não há quem se atente para o caminho; não há quem se atente para a vida. Hoje, os povos continuam cativos, oprimidos, caminhando em círculo, longe, mui longe da terra prometida. Hoje, as trombetas são apenas vozes que clamam no deserto, sedentas para revelar as consciências a palavra que desce do céu e tal como o espírito de Deus, continuam ignoradas.

Seus sentidos não captam o som que ecoa e traduz o mandamento de “sai dela povo meu”. Não entendem a convocação, o alerta que diz que a luta é interna, que a guerra é contra os gigantes alastrados no campo de batalha e que as impedem de adentrar a terra prometida. As consciências estão como sempre estiveram, em busca dos oásis carnais para fartarem-se de seus desejos. E as trombetas? Ecoam…ecoam…

Por Loir Xavier