Através deles, podemos contemplar as maravilhas de toda a criação de Deus!

Através deles, estabelecemos se andaremos em luz ou trevas, pois onde os pousarmos, eis o que serão! Os olhos são tidos por “janelas da alma”, se mergulharmos neles, desde a superfície até as profundezas, tudo nos revelarão. “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. “Como candeia, a luz refletida neles deve ser aquela que ilumina tudo ao redor, que permite e amplia a visão, que dá todo o conhecimento do caminho e a medida deste, o entendimento, a compreensão, a destreza e a intrepidez para percorrê-lo. Como candeia, devem estar preenchidos pelo óleo do espírito, cuja combustão produzirá uma luz incessante e que jamais se apagará. Como candeia, os olhos fitos e fixos em Cristo, o espírito da vida, o senhor, o amado de nossas almas. Assim, tornar-se-ão olhos bons, sensatos, sagazes, ricos da sabedoria do alto, ávidos da palavra eterna, limpos pelas águas que caem e que os lavam das impurezas deste mundo, irradiando serenidade, dignidade, pureza. Olhos que se adornam e refletem o brilho das riquezas infindas da fonte perene da vida!

Mas, se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! Ao abordarmos a premissa de olhos maus, não podemos deixar de citar que estamos dentro de um propósito em que o objetivo é claro e patente aos olhos, bastando enxergar. Contudo, o brilho das trevas, ainda que opaco, seduz, inebria, produz cobiça e são os olhos que ao pousarem sobre elas dão valor, por serem seus próprios desejos incontidos. E então em trevas, crerão estarem na luz, mas o que veem é apenas o reflexo da cegueira dos enganos, dos quais estão abarrotados. Encaram com bons olhos todas as trevas que os cercam pensando ser luz, encaminham-se para o fim, onde seus olhos se abrirão e de tremendas trevas os serão eternamente.

Por Loir Xavier