É um pavor que os seres humanos convivem diuturnamente com ele, mas que para este criaram um alento, como uma espécie de consolo, sobre o qual acreditam piamente, embora este não cesse o medo que incide sobre a perda que a morte acarreta. Na verdade, penso que não é somente o medo da perda, mas do desconhecido, porque apesar de demonstrar uma forte crença de que a vida eterna já está garantida, a incerteza está presente em cada gesto, palavra e olhar, mascarada, no entanto revelada pelo pavor aparente. Justamente para esse momento, sobre o qual todos iremos passar, que deveriam buscar a saída, assim como quando deparamos com algum animal asqueroso que nos causa repulsa, logo tratamos de eliminá-lo, solucionando o problema. A questão é que o animal tratado aqui, a carne, causa ao homem prazer, por isso tantas justificativas e manobras para não matá-lo em si, mesmo que lhe custe a vida. Tem ciência do que vivem, mas acreditam que não haverá consequências por pensar que “tudo é perdoado”! E o pavor os aprisiona pelo sentimento de estarem deixando algo para trás, a vida, que está no espírito de Deus!

Por Loir Xavier