À todos nos deu a destreza do voo, não por possuirmos asas, mas por alça-los carregados sobre as asas do espírito. Mas é preciso leveza, pureza e só as encontramos desfazendo-nos dos pesos desnecessários oriundos de tentativas frustradas. Não é possível realizarmos voos aplanados se estivermos abarrotados de pesos que nos prendem ao chão e que nos impedem de levitar. Podemos até sentir a brisa, mas nunca o prazer de voar! Podemos até enxergar a luz, mas um dia irá se apagar! Cabe então a escolha entre voar ou ficar preso ao chão com todas as quinquilharias acumuladas. Alçar, não um voo rasante, mas para o alto em direção ao infinito onde a luz é infinda!

Por Loir Xavier