Em Sua simplicidade
Idealizou a perfeição
Buscando a cumplicidade
De um nobre e gentil coração

Manifestar!
Disse Ele com euforia
Sua existência em lar
O espelho que a tudo refletiria

Sua aluna, a sabedoria
Recebia a voz criadora
E tudo encaixaria
Caso a soberba não viesse à tona

Engraçado
Não éramos absolutamente nada
E como que num estalo
A cabeça ficou avoada

Esqueceu que aqui não estava?
Dantes sêmen que por sorte viveu
Senão nem no ralo mais o encontrara
Eu não sei o que lhe corrompeu

Depois de tudo arquitetado
Dentro de um globo que gira
Seu nariz ficou empinado
E sua orelha ficara tão fria

E o Arquiteto
Julgou que pudesse ter errado em algo
Mantendo-se sempre quieto
Pensando: o que fiz para errar o tal alvo?

Não foi Ele quem errou
Foi a falta do teu amor
As almas não tiveram temor
E esqueceram do seu Criador

Ó Arquiteto esplêndido
O que posso fazer para ajudar?
A Sua obra queimara num incêndio
E não foi para purificar

Não sei como não percebem
O tamanho da arquitetura
Que desenhaste com tanto esmero
Afim de transformá-los em alma candura

Por Patricia Campos