Em uma cantiga antiga
O invisível formou-se em corpo
Soando notas infindas
Que ecoam dentro de um campo

Tocada de forma suave
Harmonicamente entoada
Sincronia fora a chave
Para tal nota alcançada

Onde nasceu a esperança
De uma eterna canção
Era uma doce criança
Palpitando um coração

O qual um dia não trataria-se
Deste que pulsa o mortal
Mas um que suscitaria
Para a orquestra do reino imortal

Era a melodia da vida
Desenhada em partitura
Dentro da alma havia
As notas de infinita candura

As quais seriam tocadas
Pela mão que não se vê
Mas que toca leve à alma
Que ensina o que é crer

Que sai a cantarolar por aí
Transbordando a leveza do céu
A cantinela do subir
Com a sonância do rasgar véu

Uma composição escrita
Pelo Autor da vida
Verdadeira obra prima
Regente da eterna sinfonia

A vida canta
Aos quatro cantos
Levada que nos encanta
Feito pássaros em bando

Que percorrem por entre as nuvens
Descansando em seus rasantes
Elevando-nos ao mais alto lume
Com seus arranjos vibrantes

Por Patricia Campos