O caos que assola
Denigre
Não vêem escapatória
Meus olhos a tudo assiste

É um filme
Com um final triste
Prantear sem limites
Cena que apela, agride

Faz doer
Faz sangrar
Quem dera pudessem nascer
E em estrela transformar

Brilhar a vida
Chamar pela liberdade
Amar a sabedoria
E abraçar de verdade a verdade

É preciso coragem
Para enfrentar seus medos
Lacrimejar alacridade
Enquanto escorre sangue do peito

Ter prazer em não ter
Ser feliz sendo só
Ter garra para vencer
Não fazer harmonia em dó

É pra mim
Isto tudo é pra mim
A fonte e uma estrada sem fim
Que fazem com que eu não tenha fim

É a minha cura
Ser cais do meu próprio mar
Mergulhar em ondas puras
Deixar sua luz velejar

Por Patricia Campos