Porque choras ó alma aflita
Aquiete-se com mansidão
No teu peito caem águas infindas
Que lavam o seu coração

São gotículas celestes
Que por vezes fazem doer
A verdade só desfalece
Aquele que vive a temer

Não acue-se ó alma
Amplie-se por sua extensão
No finito não mora a calma
Mas há paz em sua imensidão

Busque-a
Assim como busca o ouro
A tua luta é só tua
E no fim do teu arco íris há um incrível tesouro

As cores vivas estão no teu interno
Não deixe tornar-se cinza
Colore-se do eterno
E sinta o tocar da brisa

Há luminescência no teu eu
Busque findar-se em lume
Esqueça tudo o que é breu
Voe feito vaga-lume

Não vá longe na busca de acalmar-se
O teu cais mora tão perto
Busque-o com seriedade
No interno está o caminho certo

Adentre-se
Ouça o teu silêncio
Nele está teu sossego
À quietude esteja propenso

Esqueça o que um dia foi
Nunca mais ele voltará
As lembranças nos trazem dor
Mas o amor vem tranquilizar

Teu remanso mora aí dentro
Mas só você pode o encontrar
Mergulhe-se, este é o intento
A harmonia é quem deve reinar

Por Patricia Campos