O horizonte remetia-lhe a margem
Logo depois viria o infinito
Trazia para si esta imagem
De que não acabaria ali, era apenas o início

Visão ampla
Aprofundada no que trata-se à eternidade
Onde a estrela canta
As notas que ecoam a verdade

Foi ao longe
Dentro de si
Infiltrou-se até onde pode
Viu-se portal a expandir

Sua escolha
Daria saída a vista que lhe caberia
Estourar sua bolha
Seria alternativa para tornar-se infinda

O pó seriam cinzas
Sempre serão
Mas a alma portal pode ser alegria
Se em luz tornar-se clarão

Em sã consciência quem quer ter vista para o nada?
É preciso atar-se em prudência, e dos céus ser uma alma amada

Virar a chave
E abrir-se ao conhecimento
Esta é a nossa parte
Enlaçar-se ao descobrimento

Fortalecer-se na sombra
Ver sua imagem refletida
Compreender-se de ponta a ponta
O amor escreve histórias de vida

E quando chega a eternidade
Ter uma biografia a zelar
A qual diz sobre liberdade
Sobre aqueles que aprenderam a amar

O infinito tornará pequeno
Para aquele que pelo amor o atravessou
Por possuir um coração sereno
Sua porta à sabedoria não fechou

Por Patricia C.