Ao despertar, um reflexo de lume cobriu sua terra, dantes negrume, sem brilho, sem expressão, um estalar da transformação. O desejo de acordar foi mais forte, sair daquele sono profundo, era o início da saída da morte, a luz no fim do seu túnel. Inconformada por ser apagada, correu contra o tempo, contra o vento e contra os lamentos. Não desistiu em nenhum momento, embora tenso, mas alcançou ser luzerna por dentro.

Buscou a luz incessantemente, candeia em forma de gente, algo surpreendente, fez tornar estrela candente, o que era terra carente. A luz faz falta à alma, é ela quem salva, traz calma, completa, integra. A tristeza que encobre a Terra escurece os olhos luzerna, por isto há tanta guerra, o egoísmo dominou esta esfera. Quando há o despertar de um coração, o céu entoa sua canção, que fala sobre o renovo e a emoção que ecoa na imensidão.

A luminescência vai resplandecer, no imo que floresce a semente da vida, e é o amor que a faz crescer, até tornar-se alma infinda. E a cada dia aumenta, seu raio de atuação, lume que sedimenta, fortalecendo o coração. Acende outros pontos de luz conforme dança seus lábios, sua intenção conduz aos simples com o anjo fazer laço, o qual é o calor que aquece, e abriga cada coração, é óleo que amolece, acendendo a candeia clarão.

É tino que encandece dando abertura ao brilho, raios que atravessam, levando-a ao paraíso. Esta é uma história de amor que ensina-nos alumiar, apagando de nós toda a dor, dando-nos asas para voar. Sem fim sua luz acendeu e aprendeu a cintilar, tornando-a o antônimo do breu, saiu por aí a amar.

Por Patricia Campos