Ponteiros que apagaram-se
Dentro de um vasto campo
Quando a luz e o espelho encontram-se
Neste finito plano

A sensação da sequência
De um infinito templo
Ligado à existência
Que não fenece no tempo

Deparou-se com sua eternidade
Avistou dois caminhos à frente
Uma estrada pela verdade
E a outra trajetória inconsequente

Viu-se eterno
Viu-se terno
Apagou de si o inferno
Abraçando o sempiterno

A relatividade fez sentido
Quando percebera que o tempo fora criado
E o seu interno em água atingido
Amolecido ficou diante tudo o que lhe foi falado

És um marco
O qual dividiu a eternidade
Pela sabedoria fostes salvo
Conformando-se com a veracidade

A qual lhe trouxera a liberdade
Trazendo ao seu seio alacridade
Andastes unido a dignidade
Transbordando o imo em capacidade

Tudo porque tornou-se verbo
E agiu diante tamanha grandeza
Do seu pó fizeste servo
E do filho do Altíssimo a realeza

Sua descendência contada
Dentro do livro da vida
Onde sua história interpretada
Demonstra sua história vivida

Absorvida
Infinda
Absolvida
Perpétua e linda

Por Patricia Campos