Inspecionou-se
Na tentativa de emergir
Tudo o que fora desaprovado
Na intenção de redimir

Não é apenas descobrir
E deixar oculto o que condena
É desejar extrair
Tudo que não valha a pena

O mal esconde-se
E não quer ser encontrado
Prolifera, num montante
Quando o vê, já era uma vez um sábio

Quem deseja o bem
Tem cautela
Fica por aí aquém
Atento em sua janela

Não dê sorte ao azar
Porque ele vem ao seu encontro
Agarra seu calcanhar
Pegando o fraco em seu ponto

Uma revista interna
É necessário passar
Não trata-se de quimeras
Mas de uma eternidade em amar

O esconderijo do tolo
É onde há luz celeste
Não tem como fugir do olho
Que a tudo deste universo tece

Há coisas no inconsciente
Que estão as claras ao eterno
Os enganos enganam sua mente
Eles são vestes de inverno

Que vão esfriando seu imo
E tira-lhe todo o amor
Remete-lhe ao frio
Cobrindo-lhe de dor

A prova vem
E a hora não espera
Cuide de ti meu bem
Senão ser dia já era

Por Patricia Campos