Abriu meu livro
Quando soei o pranto
Meu peito incontido
Minhas folhas em branco

Ali começou
Minha história de dor
Não desisti
Então encontrei o amor

Ainda bem meu bem
Ainda bem
Pude escrever sobre o além
Liberdade ao meu eu refém!

Poucos pedaços bons
E muitos pedaços tristes
O importante é que encontrei o tom
Para colorir-me

E assim fui montando minha história
No início funesta
Mas aos poucos a trajetória
É buscar ser linha reta

Ainda bem meu bem
Ainda bem
É preciso ir além
Pra não tornar-me refém

Fazer do passado
Uma página virada
Esquecer dos antigos traços
Dar uma repaginada

Autobiografia
Onde não existe o fim
Eterno protagonista
O anjo que vive em mim

Por Patricia Campos