Meu peito transformado em harpa, as cordas entrelaçavam-me, a paz reinando no meu eu casa, e a emoção afogava-me, deixando-me sem ar, tamanha euforia, era meu lar a voar, dia e noite, noite e dia. O tilintar em sol, abria-me feito flor, meu olhos como farol reluzindo o que é amor. O céu em festa, minha porta aberta, a música ecoando por entre as frestas, reverberando a vida em cela. Um universo em orquestra, Maestro celeste e Sua batuta, parece nem existir guerra, mas a alma continua em luta. Era o meu louvar, meus joelhos prostrados metaforando minha perplexidade, diante aos sinônimos do que é amar, em cada detalhe da divindade. A música não pode parar, ela deve continuar, eterna, sincera e cada vez mais entoar. Cantemos a liberdade, em sua forma mais pura de expressão, cantemos em alto tom a verdade, até ouvir o coração. Saiamos a dançar a canção que alegra a Deus e que Sua voz venha adentrar, tomando este peito meu. Que eu seja Sua nota. “Mi” nota, “Mi” nota! Que eu seja letra de sua canção, que eu seja Si em nota, unificando-me à Sua imensidão.

Por Patricia Campos