Esqueceu o que era secura
Dos calos, do ardor e da dor
Terra arraigada a ditadura
Pensava não poder colher amor

Não há acepção da parte de Deus
E um dia a colheita vem
Pena de morte à quem se perdeu
E divergiu sua igualdade de alguém

Não teve compaixão
Não foram suas mãos
Que calejaram pelo pão
Fez desdém e não questão

Mas há que deseja o bem
E insemina em si sua semente
Ao redor o caos, e o interno zen
E o rio do olhar que rega a mente

Seu vigor emaranha-se ao azul
E a diligência une suas pálpebras
Um sentido comum
À quem sente a alma áurea

Fecha-se em seu infinito
Não por individualização
É agronomia no imo
Que semeia amor no coração

Seus frutos apontam
Brilhantes feito espelho
Seu peito canta
Em um sorriso sorrateiro

Satisfação na alma
O orvalho confunde-se em lágrima
Sente o tocar da calma
Parece deitar em palma

Mais uma vez é a mão divina
Transbordando o seu ser
Sua obra magnífica
Faz a alma florescer

São as leis e seus princípios
E o verbo entra em ação
Parece um canto lírico
Cantado pela razão

Por Patricia C.