Não teve receios, soube enfrentar seus medos, derrubar seus devaneios era o seu intento. Somente assim conseguiria alçar a sua brilhantura, enquanto a guerra não tivesse fim, enquanto não estivesse em alvura. Um bom combatente não teme ao maior gigante, dentro do seu bombardeio, encontra-se em templo, templo de guardar diamante. E faz abrilhantar-se mesmo em meio a tristeza, seu triunfo é a coragem, a sua maior certeza. Não sente-se amedrontado, diante às suas lutas, a cada ato é contado, não foge, e não se camufla. Vai à frente, faz-se soldado valente, audácia é como semente, que brota em si bravamente. Não descansa mesmo quando põe seus olhos a descansar, atalaia de si mesmo, sempre pronto a guerrear.

És seu próprio campo de batalha, seus inimigos moram dentro, no pescoço sente a navalha, não intimida-se, é guerreiro. Sente que é preciso enfrentar para alcançar seu espaço, ter sua terra dominada, e a bandeira branca é seu braço. A bravura carrega na face, traços imponentes, armaduras em enlace, olhos bem diligentes. Não pisa em falso, és minucioso, sua rocha é o seu calço, a sabedoria ata ao pescoço. Seu sentimento é de um vencedor, não importa-se com a dor, o que e quem ficou, ficou, e só vencerás pelo amor. Perdeu muitos pelo caminho, mas isto não o fez desistir, segue firme seu destino, até chegar seu porvir, onde o sol aparecerá e aquecerá seu coração, o começo de um novo lar, onde a paz e a luz cobrirá sua imensidão.

Por Patricia Campos