Posso afirmar que ao pronunciar a verdade, de certa forma há o estender das mãos, é o início da alacridade para quem quer ver de pé o coração e então adquirir sustentabilidade e poder garantir-se em passos firmes, ver o início de sua liberdade e ultrapassar todo e qualquer limite, a ponto de transpassar a linha imaginária do horizonte onde há impressão de ser o fim do arco-íris, sentir que no interno há uma ponte, que ao atravessá-la deparar-se-á com os tesouros inimagináveis e mais incríveis. Então percebe que um dia houve as mãos que a levantaram quando derretia em seu deserto, trazendo seu oásis tanto desejado, dele aproximando-se ficando cada vez mais perto. Chegando ao ponto de encontrar-se consigo mesmo e ser surpreendido neste encontro pela presença ilustre de seu eterno ser, sentir a direção do cata-vento e como as folhas desprendidas pairam livremente a correr. E quando assim sentir-se será a sua vez de dar as mãos, reconhecendo que em si incide o poder da transformação, não somente em si mesmo, mas ser exemplo de reconstrução, enquanto há vida há tempo de buscar a libertação, a qual enquadra tudo o que prende nossas almas, por menores sentimentos que sejam, só não terá fim a nossa história, se adentrar-nos como desbravadores do autoconhecimento. É uma conquista, individual, porém com alguém lhe ajudando facilita e a recíproca é natural. É a união de guerreiros onde um ajuda o outro a conquistar sua terra, é enxerga-se no outro feito espelho e abrir-se à sabedoria escancarando sua janela.

 

Por Patrícia Campos