A cada passo
Um peso a menos
Mais um aprendizado
E a si vai reconhecendo

O pesar que escorre
Com gosto de água salgada
Aos poucos se morre
E seus pedaços caem na estrada

Não fazem falta
Causa um alívio na alma
Raízes que não trazem calma
Arrancadas são pelas águas

Um dia sem alegria
Fizeram parte de nós
Há quem busque calmaria
E desvencilha do que é atroz

O meu maior inimigo
É o pó que dorme comigo
O qual possui o instinto
De um animal faminto

Hei de submetê-lo
Por escabelo dos meus pés
Até que por meu espelho
Não reflita o que é viés

E assim caminho
Feito ovelha
O cajado guiando-me em tino
Ouço o sussurrar da destreza

É por aqui…
É por ali…
Para que eu não tenha fim
E que a vida more em mim

Por Patricia C.