Assisti um filme triste, muitos trechos guardados em minha memória, por muito tempo dormi, e só eu poderia mudar minha história. Um dia raiou luz por minhas brechas e acordei em uma cena, eram raios da vida adentrando minha cela e vi meu fim sem fim e em pena.
Abri minha janela e o quadro pintou-se em tela, vi sua presença, entre o céu e a Terra, tudo remetia-me sua essência. O brilho do olhar mostrava-me onde havia vida, o suspiro do meu respirar trazia-me inspiração infinda. Sua existência é inescusável e ainda há quem duvide, extremamente admirável tudo o que aqui existe. Desde um ínfimo átomo até o inexplicável universo, cores que formam-se em arco, é o arco íris inverso. E a cada detalhe é visto as obras da Sua mão, desde o desabrochar da flor até o último batimento de um coração. Foram tantos detalhes que meu vidro castanho espelhou, houve o mais estranhável, o espírito da vida visitou-me. Não era palpável, mas sentido, de forma amável e submetido. Pela ordem de Deus veio a mim este anjo, a mando do Rei, para levar-me ao seu plano. Por um tempo exitei, por tornar-me ignorante, o tanto que enlacei-me neste mundo errante. Mas eram tantos os indícios que mostravam meu fim deplorável que a sabedoria insistiu ficando um pouco ao me lado. Sua companhia foi a melhor coisa que aconteceu-me, rasgou minha alma fria, e a luz da vida acendeu-me. Passei a ter mais clareza e caminhar em passos firmes, deu-me a sua destreza, senti-me então tão livre. Minha mudança eu trago no interno do meu coração, meus atos falhos não compreendia, por ter vivido em ilusão. Pranteei por vergonha, e desprezei a mim mesma, o pó é feito peçonha, e deve fenecer em pena. Arrependi-me no meu profundo, porque valorizei o que há neste mundo? Desprezava o meu corpo eterno, andava resvalando no abismo interno. Hoje eu sei o quanto o senhor sempre esteve comigo, livrando-me de tanto perigo. Sou tão feliz por tê-lo encontrado, és meu amigo e caminha ao meu lado. Tenho prazer em ouvi-lo em silêncio, e amo a sua repreensão, é por Ele que prezo em ter sentimento, entreguei-me a ele por minha transformação.

Por Patricia C.