Olhos perplexos
Diante a tal desastre
Totalmente desconexo
Verdadeira calamidade

O mundo chora
Por tamanha crueldade
As pessoas lá fora
Arquitetaram-se em suas maldades

Falta tempo
Falta amor
Por isto eu vejo o lamento
A tristeza, a angústia e a dor

Estão todos em estado de choque
Eu vejo seus sintomas
Pulso fraco, respiração lenta
E alma é puro hematoma

Suas tonturas são torturas
A fraqueza em si é nítida
É preciso desatar suas ataduras
E tardar a sua arritmia

São reses
Que vão à morte caladas
No imo tece
O sofrer de alguém que é conformada

Não busca a saída
E segue na fila
A lista da mortalidade é esquecida
E assim continua na lida

Quando vão acordar
E sair deste sono profundo?
Um dia então entrarás
No mar que engoliu-te no escuro

E cairão seus olhares
E nunca mais se fixarão
Suas pupilas não mais dilatarás
E será profunda a tristeza em seu coração

Não tem como acordá-las
Calaram os meu gritos
Quem sabe possam se amar
E ainda restar-lhes sentido

Por Patricia Campos