Um universo
Dentro do infinito
Um toque singelo
Vindo do paraíso

Limita o mar
E ele obedece
Ensina amar
Pela seda que tece

Algodão em flor
De orvalho suga o amor
Da aurora é o resplendor
É o beijo do beija-flor

Banha as montanhas
Decora o céu
O sol que o dia acompanha
Enquanto lavo o papel

Aprecio a liberdade
Enquanto ela dá uma volta
Do alto vem a verdade
E de dentro eis uma porta

Que abre-se ao infinito
E faz morada eterna
Um portal em cada imo
Muito longe desta esfera

Linha tênue
Demarcada no profundo da alma
Sensível feito uma nuvem
Onde o cais faz seu porto na calma

Rege com maestria
Batuca o coração
É a vida em ritmia
A batuta da eterna canção

Uma mão que não se vê
Aos empíricos desta rotina
Somente a faz conhecer
Se abrires de fato a retina

Não destes meros olhos mortais
Mas o olhar do raciocínio
Mesmo todos sendo iguais
A distinção está em seu brilho

Por Patricia Campos