Iluminei meu universo
Lugar onde não se via
Fiz clarão meu reverso
Expandi-me em harmonia

Fiz lume minha estrela
Luminária de teto do meu céu
A claridade ecoou verdadeira
Rasgando fora a fora o que era véu

A qual ofuscava minha visão
Enlaçando-me a ilusão
Mas meu farol clarão
Salvou o meu coração

Tornando lâmpada para os meu pés
Guiando-me nesta imensidão
Fez-me igarapé
Água corrente em transformação

Descobri-me dia
Meus lábios desenham alegria
Detalhes de minha valia
Acordei para o que eu não sentia

Diante a luz tudo é revelado
E quem é sábio tem atenção
Acata tudo o que em si é espelhado
Não guarda o pó como recordação

Meu lumiar singelo
Seu óleo transborda a candeia
Sapiência é codinome eterno
Daquele que renasce em centelha

És chama que aquece
Vestimenta que enobrece
És a seda que tece
Arco-íris que floresce

Por Patricia Campos