Ser ou não ser?
Eu sou!
Quem julga não ser
O nada é o que lhe restou
Ó dúvida cruel
Quem a tem, saboreia o fel
Não desnudou do véu
Não provou do sabor do mel
Ser, é a existência
Estar, é na consciência
O espelho que reflete o ser
Se és pó, morre em dó
Se és verbo, seu estado será eterno
No infinito não se mede o tempo
Muito menos o espaço
Não sabe-se o start do começo
E o iconscienciente só habita o passado
A hora é agora e agora é
Não se explica o ser, mas se é
O que importa é que quebramos a eternidade
Uma que já passou
E outra que espelha em verdade
Dantes sem conhecimento do ser
Agora consciente do próprio viver
Mas no meio do caminho
Deparamos com a morte
Para muitos é o fim do trilho
Para quase nenhum é o fim dos cortes
Não há rebote
A chance é unica
E está em vossa mão
A noite traiçoeira vem de súbita
E se não fores, serás escuridão

Por Patricia Campos