O verbo agiu, transparecendo seu ser, a vontade que explodiu, veio então a vencer. O desejo em manifestar tilinta, e de tão grande surgiu o Eu Sou, existência que a essência é a vida, mas só a vê quem conhece o amor. A magnitude eterna, fez a tudo criar, só não contava que as trevas iriam de seu espelho apossar. Deu então start a Seu plano, enviando-nos sua porção, na intenção de que nos tornássemos santos, através do coração. Não este que pulsa escarlata, mas o produzido pela criação, a consciência que a tudo se iguala, o espelho da imensidão. Porém, houve desvio, e o espelho não pôs-se a espelhar, a existência que possui próprio brilho, trocou-a e fez treva em seu lar. Suas casas ficaram sem lume, e sem rumo andam apalpando, manifestando o negrume, as ilusões deste plano. Quem és tu o qual colocou-se acima de tudo, não honrando quem te criou? Ensoberbeceu-se querendo ser dono do mundo e nem ao menos o questionou. Resumistes ao pó, e da vida esqueceu-se.
Seu imo ecoa em dó, suas notas em sol perdeste.
Não tornaste filho da luz, nem quisera ter seu sobrenome, sua alma que não traduz, seu eu espelho codinome. Desviou-se do caminho, ignoraste o grande Eu Sou, perdeu suas asas ó passarinho, dizendo a si mesmo “não sou”.
Caíste, arrastando-se por este chão, não ouviste, o som que transforma o coração.
Negaste seu ser eterno, dizendo ser filho da Terra, não ampliaste seu interno, e agora não reverbera.
O tempo é escasso, e seu olhar é cansaço, e ainda repete o fracasso dizendo não sou, pequeno devasso.

Patricia C.