Seu despertar na caminhada
Fez enxergar o destino
A bússola no interno do peito carregava
Guiando este nobre peregrino

Por onde passava
Banhava os simples com amor
Sua porta escancarava
Jorrando gotas que esvanece a dor

Uma candeia ambulante
Abrilhantava as luzes difusa
Seu olhar radiante
Acalmava as almas confusas

E era assim que ensinava
Tudo o que havia aprendido
Daqui não se leva nada
Apenas o amor dividido

Era soma
Junção de almas em um corpo
Saiu de sua redoma
Para unir-se ao todo

Via nos olhos dos outros
A semelhança de si
E sua intenção era arrancar o dolo
Que faria do seu próximo o partir

A ponto de virar-se só
E tornar-se subtração
As notas tocadas em dó
Trocava por sol em percussão

Trazia paz
A cada instante que vivia
Alegrando os meros mortais
Que nenhuma palavra sua entendia

Isto não o desanimava
Seu amor era muito grande
Uma poesia rimada
Poetizando um coração gigante

Aguardava apenas sua chegada
Na terra que pelas terras são esquecidas
Outro céu, nova jornada
A sua terra prometida

Por Patricia Campos