O amor e a lei

A incompreensão fez baixar o decreto, para que a desobediência não tomasse conta. Pés que destrilharam num caminho incerto, cheio de vaidades, ilusões e pompa. O Criador questionou-se: o que mais Eu devia ter feito para que o amor reinasse? Depois de tanta sabedoria, não vingou, tal criação não conseguiu nem mesmo amar-se. Tendo o poder do raciocínio, parece que atrofiou-se, a matéria teve o domínio, e sem razão acomodou-se. Sempre há uns remanescentes que apresentam-lhe diante ao Senhor, capacitam-se conscientemente e não só sentem, mas vivem a hermenêutica do amor. Aprofundam-se na compreensão, veem a necessidade na mudança do ser, não há quem não veja que a matéria se acaba no chão e que é o espírito que há de permanecer, o qual é a nossa vida, o braço que o céu nos enviou, ele é o caminho do paraíso e a nossa cura e em sua palma aquele que o obedece, guardou. Já a lei é para os transgressores obstinados que não sentem o peso da sentença, mas o amor é para os honrados, os quais caminham como que sobre penas.

Para os fora da lei, há punição, quiçá remedie diante a justiça, mas o amor é a essência da compreensão, onde a paciência torna-se intrínseca. Só quem o tem consegue discernir à tudo, e naturalmente anda dentro da lei, é digno diante Deus e do mundo, longânimo torna-se diante ao Rei dos reis.

Por Patricia Campos