Meu eu lagarta
Onde o tempo fez-me parar?
Derreti-me feito água
Inquietude apossou do meu lar

Incessante aguardo ansiosa
Por minha transformação
Quiçá eu seja glamourosa
E afasto-me deste chão

Anseio por liberdade
O casulo é quem nos separa
Do qual não sentirei saudade
Ele não é minha casa

Que meu lar seja vasto
Em lume e em poder
Quero voar bem alto
Aprimorar meu amanhecer

Sair por este meu campo
Embebedar-me da chuva
Ter sobrenome santo
Sobrevoar às alturas

Em sentimentos elevar-me
Aprofundar-me em ser
Que doa para doar-me
Quando este pó fenecer

E quando esta casca secar
E em rachadura abrir-se
Asas ei de ganhar
E o céu irei descobrir

Em leveza seguirei ao alto
Desbravarei todo o universo
A galáxia será o meu palco
E eterna serei em meus versos

Patricia C.