As muitas águas podem nos lavar, mas se estas forem sujas como iremos nos limpar? A boca fala o que quer, mas o coração demonstra o que possui, sejamos pétalas de bem-me-quer, porque as más ações nos polui. Não há como limpar a alma, com as mãos sujas de barro, para ter sua alma em alva precisa rever os seus atos. Em algum tempo foi dito, aquele que é sujo, que se suje mais, mas aquele que é santo que santifique-se mais.
Quando a alma deseja viver ela age com sabedoria, e tudo o que quer é vencer, alcançar sua vida infinda. Seus feitos demonstram quais são os seus desejos, se vives de meros sonhos ou se há realidade em seu espelho. Que nossas mãos estejam limpas, que nosso imo seja puro, para alcançarmos a vida, precisamos derrubar o muro.
O que nos justifica diante ao nosso Deus, é o sacrifício vivo de si mesmo, deixar a míngua este corpo pó que nos corrompeu para não termos um triste desfecho. É arrepender-se do que viveu, renovar-se, entregar-se nas mãos de Deus e alegrar-se. Ter prazer em estar no senhor, ouvi-lo e obedecer, ser diligente e ter muito amor para com o eterno sobreviver. Lançar-se sem medo, buscar o senhor de todo o coração, dar tudo de si sem pretextos, não dar ocasião à desculpas, para que haja sua transformação. A retidão prevalece, naquele que ama a Deus, somente Seu amor engrandece, àquele que o reconheceu.

Que eu não seja uma mera ouvinte, mas praticante das boas obras, porque a lei de Deus nos consiste à abertura de nossas portas. Que elas sejam escancaradas para a luz da sabedoria entrar, e que nossas almas sejam lavadas, pela água que o céu tem a nos falar, porque Deus nos disse que das trevas resplandecerá Sua luz, deixemos nossas almas abertas, e que em nós Sua estrela reluz.

 

Por Patricia Campos