Exagerada em apegar-se a sentimentos desvairados, corrompeu-se em vaidades, olhos tristes e obcecados, no lugar da alegria ficou a saudade. Uma diligência errônea que trazia em seu coração, causando-lhe tamanha insônia, dormitando com a ilusão. Era entregue a ligações que traziam-lhe desconforto, um turbilhão de emoções derribava-a feito confronto.

A obsessão é doença e leva para longe a paz, e pior, a sua recompensa é um final trágico, incisivo e voraz. Demasiadamente entusiasmada, arrastada pelo engano, uma ideia fixa a enclausurava, ato insensato, profano. Aborrecida, aborrece, insistente pelo que fenece, e o mal cada vez mais lhe cresce, e faz com que a luz esvanece. A impertinência traz como adjetivo, neurose em grau de urgência, por causa de seus pensamentos compulsivos, em sua alma instalou-se esta doença. Importuna, persegue, seca do peito a laguna, e em secura se despede.

O que faz não agrada nem a si mesma, falta-lhe muita destreza, é que saiu à brincar com a impureza e banhou-se em profunda tristeza. O medo da perda é tão grande, que obcecada perdeu seu amor próprio, esqueceu-se que o valor que tem é gigante, e valorizou mais que a si mesma seu medíocre opróbrio. Uma cegueira interna, que empobreceu o seu imo, a cura depende só dela, de arrancar-lhe este sentimento incontido. Tornando-se livre, vislumbrando o seu valor, deixando o mal que a coíbe, reconquistando seu próprio amor.

Por Patricia Campos