Amou a liberdade de tal maneira
Que arrebentou seus grilhões
Foi viver de forma aventureira
E em seu vulcão de explosões

Descobertas gigantes
A fez olhar com desdém este chão
Era algo alucinante
E então voou seu o coração

Suas asas invisíveis
Faziam-na alcançar a imensidão
Entre paisagens incríveis
Arquitetava-se em formação

Um corpo surpreendente
Algo sobrenatural
E aquilo tocava-lhe a mente
Seu desejo era ser imortal

Aos olhos tolo
Era louca
Não contentava-se com pouco
E assim sentia-se solta

Livre
Sem libertinagem
Firme
Lado a lado com a verdade

A qual não era sua
Mas desvendou-a diante ao espelho sabedoria
Ficando completamente nua
Desvestindo-se de mesquinhas fantasias

Foi quando percebeu sua roupagem
Eram plumas de cacatua alba
Mostrou-se ser de outra linhagem
Aquarela purificada de tons em alva

E foi sobrevoar as alturas
De forma clássica em elegância
Desfilando ao céu tal formosura
A hermenêutica da significância

Preferiu ser assim
E então assim passou a ser
Não conformou-se em ter fim
E a liberdade trouxe-lhe asas para vencer

Por Patricia Campos