Primeiro é preciso amar a correção, até solucionar o próprio interno, depois espelhar a ação, vivenciando em sinceridade o verbo. Amar a verdade, chorar já faz parte, gritar pela liberdade, buscar a felicidade. Aprender e seguir aprendendo, ter a humildade no coração, reter o autodescobrimento, para depois mostrar a ação. Em meu coração ecoou o tom da verdade cantada, a princípio meu interno chorou, em meu espelho vi-me fracassada, não via seu lado bom, a dor da verdade era forte, até que meu anjo mostrou-me a cura para todos meus cortes. Isto fez-me tão bem que senti de dividir esta cura, não podemos da dor ser refém, isto seria loucura. Não teria cabimento tê-la nas mãos e no coração, o prazer e o contentamento está em espalhá-la em forma de grãos, plantando-a em boas terras difíceis de se encontrar, o bom semeador nunca cessa, trabalha sem se cansar. Sua semente caiu em minha terra, e meus olhos serviram-na como regador, ninguém de fato a espera, mas só ela traz à alma o libertador, o qual a pôs em minha boca ao dita-la letra por letra, e o prazer de poder anunciá-la, em meu coração grifou sua hermenêutica, e hoje aprendi a amá-la.

Quais são suas ações pela verdade, e quais são os verbos que lhe definem? Ao conhecer de verdade a verdade, percebi o quanto ela fez-me livre. Minhas ações são verdadeiras, por vezes sinto-me excluída, melhor ser riscada por tantas mentes falsetas e ser abraçada pela vida. Tenho muito à aprender, mas de uma coisa tenho convicção, a verdade é o que me fará vencer, e é sua voz que toca meu coração.

 

Por Patrícia Campos