Amedrontado
Pela própria ilusão que criara
Sua força no anonimato
Gigante a proporção que tomara

Uma ficção vivida
Dentro de um espaço inventado
Tem-se em peso a valia
De um gigantesco penhasco

O qual teme
Mas vai ao seu encontro
Mesmo que perca seu leme
À sua alma traz o confronto

Escondendo-se
Feito camaleão
Perde-se em meio as cores
Em negrume camufla o coração

Um covarde enfraquecido
Não chove para que não seja ouvido suas gotas
Um âmago adormecido
O medo que seca-lhe a boca

Emudecido
Perdeu seu lugar da fala
Um gigante enfurecido
Sua alma pela boca o traga

Criou-se seu opressor
Não recebeu o amor
Abraçado ficou à dor
Sem acalanto, sem cor

Em preto e branco pintou-se
Destinou-se a um sentido torpe
À imaginação, limitou-se
E seus olhos não fora tão longe

Um imo acovardado
Sem atitude, sem expressão
Ficara enclausurado
No pavor da própria ilusão

Muitos pensam serem livres
Como as gazelas saltitantes
Mergulhe-se e auto defina-se
Descubra quem é o teu gigante…

Por Patricia Campos