Seus olhos brilhavam ao relatar a vida, era sobre si mesmo de quem falava, sua história vivida, gesticulava de forma saciada, saciei-me! Era mel à minha boca suas palavras. Denotava a sua vitória de forma ríspida, mas ao mesmo tempo encorajadoura, encorajou-me a fazer o mesmo, lutar! Verdadeiro revolucionário, revolucionou o próprio interno, e era transbordante a sua forma de mostrar a transformação, então a emoção escorria feito chuva, por ele e por mim, e nossos rios se encontravam enquanto a espada permanecia levantada em forma de protesto, um verdadeiro manifesto na tentativa de vencer o inimigo. Seu gigante não teve tempo de acordar, enquanto dormia, em morça o amarrava. A noite trazia-lhe tantas respostas, que aos poucos foi conhecendo-se até ver a necessidade da mudança, era sua esperança desde a infância, quando viu a morte à sua frente quando criança. E foi o start para a caminhada da sua mortificação, sua própria revolução, interna e eterna.

E a sua metamorfose era tão nítida que transmitia o desejo da modificação alheia, era sua dor de amor que transpassava as almas aventureiras na intenção da união, de formar um exército que lutasse pela vida.

 

Por Patrícia Campos