Tremor de súbito
Sufocação
Bloqueio, muro
Aumenta a palpitação

É o medo que assombra
Inesperadamente
Arrepio de ponta a ponta
Deixando sequelas na mente

Sofre em silêncio
Um leve sorriso na face
No peito um incêndio
É somente mais um disfarce

Não divide o peso
Guarda seu medo em segredo
Que o acorda em desespero
Sem hora ou lugar, de fato é tenso

Um transtorno
Ansiedade
Um desencontro
Com a verdade

Seria bom amar-se
Nossos medos somos nós quem criamos
Ao coração abraçar-se
E cuidar-se para acalmar quem amamos

O que está fora de nós
Não pode e nem deve ser maior do que o que está dentro
No externo o gigante é atroz
E no interno reside um intento

A vida é tão grandiosa
E nos eleva ao alto do céu
A alma que é majestosa
Arranca dos olhos seu véu

É preciso ter forças para sobreviver
E das entranhas criar asas para poder voar
O medo enfraquece e só tem a perder
Aquele que joga a toalha deixando-se dominar

A cura mora dentro
É preciso expulsar o que é mal
Se não fortificares a tempo
O desequilíbrio é fatal

A liberdade é para quem quer
Para quem luta sem medo
A última pétala de bem-me-quer
Que pode mudar seu enredo

Patricia C.