Telas noturnas
Pelo pó desenha a ilusão
Em curvas turvas
Utopia da imaginação

Assim sonham os mortais
Fantasiam seu próprio filme
Histórias desiguais
Ficção sem limite

Desejam o que não lhe pertence
E o que aqui é tão seu?
Palhaços circenses
O sonho tolo o corrompeu

Em devaneio voa
Cria esperanças mortas
O eco em seu breu ecoa
No abrir de sua porta

O anoitecer
Traz novo encantamento
Melhor seria o viver
À que prender-se por dentro

O sonhar só torna real
Quando sonha-se junto
E deseja ser imortal
E não atar-se a este mundo

Sonhos divididos
Anseios enlouquecidos
No fim, um fim sem sentido
E a solidão o faz alma sem brilho

Uma raiz, um cisto
Um ideal descabido
Junção de delírios
Significado distinto

E quando acordastes do sono
Seu sonho ficara pra trás
Um desenho sem contorno
Uma mente sem paz

Assim sonham os mortais
Fantasiam seu próprio filme
Histórias desiguais
Ficção sem limite

Por Patricia Campos