Ser
Eu sou
Primeira pessoa, viver
Eternamente estou

Luminescente
Sente
De forma surpreendente
Uma estrela candente

Vive o pó
Cai o pó
Emaranham-se em um só
Mas há de findar-se o sol

Até as estrelas se apagam
Quando Sua ação atua
Sem voz, Sua ordem propaga
E minguante fica a lua

Receosa
Na esperança de acender-se
Há de fechar sua porta
E não terás como revolver-se

A menos que conjugue em si
A hermenêutica do verbo amar
Só assim não terás fim
E a luz em ti perpetuará

Não trata-se de picuinha
Muito menos de achismo
A sabedoria entre linhas
Só atém quem tem o domínio

Que encadeia pensamentos
Lógicos com coesão
Que traz à si o condimento
Que tempera o coração

O mesmo que batuca
Mesmo que não dê importância
É o verbo pedindo ajuda
Para as almas que tem esperança

Não trata-se de convencimento
Mas de acender-se clarão
A chave do descobrimento
É o olhar à liberação

Por Patricia Campos