Saí mundo a fora e quem recebeu a vida de braços abertos? Vi que fazem muita hora, mas não se importam com o que é correto. Corações frios como gelo, não tocam em nada para não corrompê-los, mas o que é mal vem em seu aconchego, para fazer morada em peito tão só, aprisionado em suas próprias armadilhas. A tristeza vem de mansinho, e quando vê já assolou todo seu coração, não há espaço em branco, só traços de sua treva, escuridão. Não compreende e não é compreendido, não ama e não é amado, vive à deriva deste mundo, esperando um milagre de algo inesperado. Como pode algo acontecer se não levanta e vai à luta? Empacou sua vida por desistir tão facilmente, a vida que lhe dá amor e te ajuda, ficou de escanteio em sua mente. Esqueceu de tudo o que é bom, para falar a verdade nunca o conheceu, falta cor em sua imensidão, falta amor, mas seu fruto apodreceu. Sem esperanças, sem vitórias, não há uma fala de confiança, abraçou, se abrigou nas derrotas. Vive assim pela falta de compreensão, se encontra nesta cilada por não saber amar, suas lutas são em vão, não tem um propósito, um lar. A única saída foi pisoteada e esquecida, sua cara metade, que lhe preencheria foi destruída. Agora para onde correr? Os braços da lua parecem tão quentes, mas quando se aproxima sente sua mentira, ali há atos inconsequentes, sem pensar, sem sabedoria. A tristeza pela falta de amor, suas burradas na vida são as provas, de que tudo parecia cheio de cor, mas no fim eram a causa de sua derrota.

Por Luiza Campos