Conforme os dias passam, e os dias se enlaçam em anos, suas fraquezas lhe consomem, a matéria fere o coração e não há o que fazer sem a vida. As dores do peito e as doenças da alma são visíveis em seu espelho, e a porção do céu lhe acompanha com a cura nas mãos, ajoelhe-se diante sua presença, e se entregue para o altar, que o resto tudo ele fará. Para alcançar a cura interna não se encontra nos altos dos montes, muito menos enterrado nas profundezas deste mundo, não está longe de onde você possa alcançar, a cura está dentro de todos nós, nos dando a mão e ninguém a vê, dá atenção, pois sabem que a cura fecha as feridas e são elas que todos remoem o tempo todo. As feridas remetem ao passado e ninguém quer se desligar dele, vivem de passos mortos e de momentos frios, ao invés de querer fechar as feridas, querem abrir mais, por isso que cada um precisa encontrar a própria cura e ninguém pode faze-la por ninguém. A vida nos dando o ar de sua graça, nos vales esquecidos do peito, ela está lá de bom grado, esperando a quem se aproximar, mas como já foi dito tornaram a verdade de Deus em mentira e serviram mais a criação do que o Criador. Seguindo isso vemos o mundo como está, e a tristeza nos olhos humanos é evidente, não há o que fazer, não mais, já esgotaram suas chances, a ciência se multiplicou e com ela vieram as pragas de Deus. Alcançar a própria cura deveria ser algo maravilhoso para a consciência, mas virou em dores e lamentações, e ninguém se entrega nas mãos da vida para que ela faça o seu papel. Vou eu mudar em mim, cada um por si, selar o arco-íris eterno em meu coração, e plantar a semente da vida em minha terra.

 

Por Luiza Campos